PL 2095/2026 quer acabar com sirenes nas escolas e proteger TEA

PL 2095/2026 quer acabar com sirenes nas escolas e proteger TEA
Foto de Array via Pixabay

Um projeto de lei na Câmara dos Deputados quer trocar as sirenes e campainhas escolares mais “estridentes” por sinais sonoros mais suaves. A ideia é reduzir gatilhos e aumentar o bem-estar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em toda a educação básica do Brasil.

Câmara avalia PL 2095/2026 que adapta sinais sonoros nas escolas para TEA

O PL 2095/2026, de autoria do deputado Alberto Fraga (PL-DF), foi protocolado em abril de 2026 e segue aguardando despacho para as comissões temáticas na Câmara.

O texto mira diretamente a rotina escolar: ele propõe substituir os sons usados para marcar início e término das aulas, intervalos e saídas. Com isso, a proposta pretende alterar a Lei 12.764/2012, que trata da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA.

📋 Ficha do Projeto de Lei

NúmeroPL 2095/2026
AutorDep. Alberto Fraga (PL-DF)
Lei alteradaLei 12.764/2012 (Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA)
ObjetivoSubstituir sirenes tradicionais por sinais musicais ou sons menos intensos nas escolas de educação básica
SituaçãoAguardando despacho para comissões temáticas da Câmara
AbrangênciaTodas as instituições de ensino básico do país

O que propõe o projeto

O PL 2095/2026 estabelece que as escolas de educação básica adotem sinais musicais ou sons menos intensos no lugar das campainhas usadas hoje para sinalizar começo e fim das aulas, além de intervalos e saídas.

Na justificativa, Alberto Fraga sustenta que muitas pessoas com autismo têm hipersensibilidade auditiva. Na prática, isso significa que sons abruptos e de alta intensidade podem funcionar como gatilhos para desconforto, ansiedade e crises comportamentais.

O deputado também aponta que o ambiente escolar pode acabar virando um obstáculo concreto para esses estudantes. Afinal, o dia a dia das escolas costuma incluir sons altos e repentinos para organizar a movimentação de turmas.

Outro ponto defendido no texto é o custo: a proposta prevê um processo de baixa complexidade, com foco na modulação de volume e tonalidade dos sistemas de sinalização já existentes. A ideia é evitar substituições completas de equipamentos.

Contexto

Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que 2 milhões de pessoas no Brasil tenham diagnóstico de TEA. A hipersensibilidade sensorial — auditiva, visual e tátil — aparece como uma das manifestações mais comuns do espectro e costuma afetar a permanência e o desempenho escolar.

Benefícios além do autismo

Apesar do foco no TEA, o deputado argumenta que a medida pode ajudar um grupo maior de alunos. Crianças e adolescentes com outras condições de sensibilidade sensorial também poderiam ganhar com a mudança.

O texto cita exemplos: TDAH, ansiedade, síndrome de Down e deficiência auditiva com uso de aparelhos. A justificativa é que, nesses casos, a escola também pode precisar reduzir situações sonoras que aumentam o desconforto.

O projeto se apresenta como compatível com diretrizes de educação inclusiva e acessibilidade. E reforça obrigações que já existem na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), principalmente sobre adaptação razoável dos ambientes escolares.

O que muda na PRÁTICA

  • Substituição de campainhas estridentes por sinais musicais ou sons suaves
  • Adaptação válida para toda a rede de ensino básico (pública e privada)
  • Implementação via modulação de equipamentos já existentes (baixo custo)
  • Ambiente escolar mais previsível, favorecendo aprendizado e bem-estar

Tramitação: próximos passos

O PL 2095/2026 ainda vai passar pelo despacho do presidente da Câmara para as comissões temáticas. Essas comissões analisam o mérito e também a constitucionalidade do texto.

Se as comissões aprovarem, o projeto pode seguir para votação em plenário na Câmara. Se avançar com deputados e depois no Senado Federal, o caminho final inclui sanção presidencial para entrar em vigor.

Rito de tramitação

  • Etapa atual: Aguardando despacho para comissões na Câmara
  • Próxima etapa: Análise nas comissões temáticas competentes
  • Após aprovação: Votação no plenário da Câmara
  • Seguinte: Apreciação pelo Senado Federal
  • Final: Sanção ou veto presidencial

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🔎 Resumo do PL 2095/2026

PropostaSubstituir sirenes por sinais sonoros suaves nas escolas de educação básica
Público-alvoAlunos com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e outras sensibilidades sensoriais
Base legalAltera a Lei 12.764/2012
AutorDep. Alberto Fraga (PL-DF)
Situação atualEm tramitação — aguardando comissões na Câmara

O Projeto de Lei propõe fim das Sirenes e Sinais Sonoros nas escolas para proteger crianças autistas apareceu primeiro em PEBSP – Portal de Educação.