As inscrições para o Programa Territórios da Escrita, iniciativa nacional de escrita criativa, estão abertas, com 1.000 vagas e formação gratuita totalmente remota. Para quem se dedicar, o programa ainda oferece 100 bolsas de criação literária no valor de R$ 2 mil por mês durante 3 meses.
A turma vai passar por 60 horas de curso ao longo de cerca de 12 semanas, com atividades majoritariamente assíncronas. O programa também prevê certificado emitido pela UFRGS, desde que o aluno cumpra as exigências de participação.
O prazo para se inscrever termina em poucos dias: 23h59 do dia 5 de agosto. O cadastro deve ser feito pela plataforma Mapa da Cultura.
Quem pode participar e como fazer a inscrição
Podem concorrer pessoas com 18 anos ou mais, que residam no Brasil e tenham concluído o Ensino Médio. O edital não pede graduação, nem exige experiência prévia como escritora ou escritor, nem requer publicações anteriores.
O passo a passo começa pela criação de um perfil de agente cultural no Mapa da Cultura. Depois disso, você acessa a inscrição, preenche os dados solicitados e envia a documentação pedida para participar do processo seletivo.
Você precisa finalizar o procedimento até 23h59 do dia 5 de agosto. Como a inscrição depende da criação do perfil e de vários campos de preenchimento, a recomendação é não deixar para a última hora.
Um documento importante é a Carta de Intenções. Ela deve ser escrita em português, ter no máximo 2.000 caracteres e não pode trazer seu nome nem qualquer outra informação que ajude a identificar o candidato.
Como será a seleção dos 1.000 participantes
A seleção acontece em duas etapas. Primeiro, a comissão avalia a Carta de Intenções enviada na inscrição e classifica cada pessoa como APTO ou NÃO APTO.
O edital estabelece uma regra bem clara sobre tecnologia: não pode usar inteligência artificial generativa para produzir a carta, nem no total nem em parte. Se você usar ferramentas desse tipo, elas só podem entrar para correções ortográficas e gramaticais, sem interferir nas ideias e no desenvolvimento do texto.
A comissão ainda pode verificar indícios de uso irregular. Se isso acontecer, a carta pode receber NÃO APTO, e o candidato tem direito a contraditório e ampla defesa.
Quem passar na primeira fase vai para a análise de documentos e aspectos socioeconômicos. Essa etapa tem caráter eliminatório e classificatório, levando em conta a renda familiar por pessoa e o tipo de escola em que o candidato concluiu o Ensino Médio.
A pontuação segue este modelo:
- Renda familiar per capita de até um salário mínimo: 30 pontos;
- Renda acima de um e até dois salários mínimos: 20 pontos;
- Renda superior a dois salários mínimos: nenhum ponto;
- Ensino Médio integralmente em escola pública: 20 pontos;
- Ensino Médio parcialmente em escola pública: 10 pontos;
- Ensino Médio integralmente em escola privada: nenhum ponto.
Em caso de empate, a prioridade vai para mulheres, depois pessoas com maior idade e, em seguida, quem mora em regiões com menor percentual de vagas preenchidas. Se o empate ainda continuar, rola sorteio público.
Sete trilhas de escrita criativa disponíveis
O curso acontece em ambiente virtual de aprendizagem, com videoaulas, materiais didáticos e acompanhamento pedagógico. As atividades ficam com docentes e profissionais ligados à literatura e à produção textual.
No momento da inscrição, você escolhe uma trilha entre sete opções:
- Crônica
- Conto
- Dramaturgia
- Literatura Infantil
- Literatura Juvenil
- Narrativa Longa
- Poesia
A duração é de aproximadamente 12 semanas, com 60 horas no total. As atividades tendem a ser assíncronas, então você consegue acompanhar boa parte do conteúdo conforme sua rotina, respeitando os prazos definidos pela equipe pedagógica.
Para receber o certificado emitido pela UFRGS, você precisa cumprir pelo menos 75% de frequência nas atividades. Ou seja: passar no processo seletivo não garante a certificação automaticamente. Você precisa participar de verdade ao longo do curso.
Distribuição regional, cotas e bolsas de criação literária
As 1.000 vagas ficam distribuídas por macrorregião, com listas de classificação separadas. O Nordeste concentra 30% das vagas, seguido por Sudeste com 25%, Norte com 18%, Sul com 15% e Centro-Oeste com 12%.
Dentro de cada lista regional, metade das vagas vai para ampla concorrência. O edital reserva ainda 30% para pessoas negras, 10% para povos indígenas e 10% para pessoas com deficiência.
Depois do início do curso, o desempenho dos alunos entra na conta para definir quem recebe as bolsas de criação literária. Ao todo, serão 100 bolsas no valor de R$ 2 mil por mês durante 3 meses — podendo chegar a até R$ 6 mil por bolsista no período.
Para receber a bolsa, os selecionados precisam entregar uma etapa parcial e a versão final de uma obra autoral. Os direitos autorais ficam com quem criou o trabalho: não ocorre transferência de titularidade para o programa, para a universidade ou para o Ministério da Cultura.



