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Ao revisar uma redação ou responder a uma questão de português, pode surgir a dúvida: de repente ou derrepente? A forma correta é de repente, escrita separadamente. “Derrepente”, tudo junto, não é a grafia adequada da expressão.
Por que “de repente” se escreve separado?
“De repente” é uma expressão formada por duas palavras: a preposição “de” e “repente”. Ela indica que algo aconteceu de modo inesperado, súbito ou sem aviso. Embora as palavras apareçam juntas na fala e formem uma unidade de sentido, isso não transforma a expressão em uma palavra única.
A confusão é compreensível: ao falar depressa, a sequência pode soar como se fosse uma palavra só. Mas pronúncia ligada não determina a grafia. O mesmo cuidado vale para outras expressões compostas: é preciso observar como cada uma se escreve, em vez de reproduzir no papel a impressão sonora.
Um recurso para lembrar a forma correta é separar mentalmente os elementos: “de” + “repente”. Se a expressão estiver indicando algo súbito ou inesperado, escreva as duas partes. Não se trata de escolher entre duas grafias com sentidos diferentes: nesse uso, “derrepente” não é uma alternativa correta.
Como usar a expressão em frases
Veja a expressão escrita corretamente em contextos cotidianos:
- “De repente, começou a chover quando a turma saía da escola.”
- “A luz apagou de repente, e todos interromperam a leitura.”
Nos dois casos, a expressão indica que a chuva e o apagão ocorreram inesperadamente. A vírgula pode aparecer quando “de repente” é deslocado para o início da frase, como no primeiro exemplo; ela não altera a grafia da expressão.
Na revisão, compare também com uma forma inadequada: escreva “O ônibus parou de repente”, e não “O ônibus parou derrepente”. O erro está na junção das palavras, não na maneira como a expressão é pronunciada. Em uma prova, numa mensagem ou em um texto formal, mantenha sempre a separação: de repente.
Assim, quando a ideia for a de algo súbito ou inesperado, a resposta é direta: use “de repente”, em duas palavras. Ler a frase em voz alta pode ajudar a perceber o sentido, mas a memória visual da expressão separada é o que evita a grafia inadequada.




