As Redes Cordiais, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Programa de Acesso Digital da Embaixada do Reino Unido no Brasil, oferecem 5 mil vagas no curso gratuito e totalmente online “No Clima Certo: combatendo a desinformação climática nas escolas”. A formação tem carga horária de 20 horas e está aberta a pessoas de todo o país.
O curso é voltado especialmente a professores dos ensinos fundamental e médio, mas qualquer interessado pode se inscrever. O conteúdo reúne cinco unidades sobre mudanças climáticas, desinformação, narrativas digitais e práticas de educação midiática e climática; os participantes aprovados recebem certificado gratuito.
Curso de 20 horas está dividido em cinco unidades
A primeira unidade apresenta os fundamentos das mudanças climáticas, incluindo o que são, suas causas e consequências e os impactos no Brasil e no mundo. Também aborda o papel do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), as conferências ambientais, os acordos internacionais e a COP30.
O módulo inclui ainda temas de diplomacia climática entre Brasil e Reino Unido e o que os brasileiros pensam sobre as mudanças climáticas.
Desinformação, negacionismo e verificação de fontes
A segunda unidade trata da definição de desinformação e de conceitos-chave relacionados ao fenômeno. O conteúdo examina seus agentes e estratégias, além de analisar a desinformação como questão econômica, social, política e cultural e discutir seus impactos em tragédias e na política.
Na terceira unidade, o curso aborda o negacionismo climático e as narrativas de desinformação socioambiental. Entre os tópicos estão a manipulação de dados e gráficos, a avaliação da confiabilidade das fontes e métodos para ensinar estudantes a verificar informações.
Narrativas digitais e educação midiática
A quarta unidade explora como as redes sociais afetam o consumo de informações e o papel dos influenciadores no ecossistema digital. Também discute a participação da inteligência artificial na produção e circulação de conteúdos, os newsfluencers — que combinam jornalismo e produção de conteúdo — e a atuação dos professores influenciadores, conhecidos como edutubers.
A quinta unidade discute por que a educação midiática e climática deve ser trabalhada nas escolas e apresenta o conceito de escolas resilientes. Também aborda a ansiedade climática entre crianças e adolescentes, descrita no programa como o medo de uma geração diante do futuro.
O módulo final inclui estratégias para integrar a educação climática ao currículo escolar, transformar dados científicos em narrativas acessíveis por meio de storytelling e desenvolver projetos multidisciplinares sobre mudanças climáticas.
Inscrições para as 5 mil vagas são feitas pela AVAMEC
As inscrições estão disponíveis na página do curso na plataforma AVAMEC. Para participar, é necessário acessar a página de “No Clima Certo” e seguir as orientações apresentadas no ambiente.
A formação é gratuita, integralmente online e aberta a interessados de qualquer região do Brasil. Embora tenha foco em professores do ensino fundamental e médio, não se restringe a esse público. Os aprovados recebem certificado gratuito.




