Giovani Alves, de 14 anos, estudante da Escola Estadual Getúlio Nogueira de Sá, no bairro Caxambu, em Jundiaí (SP), conquistou a medalha de ouro nacional na 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). E o mais impressionante: ele conseguiu esse resultado mesmo ficando cerca de seis meses sem aulas de matemática na escola, período em que manteve a rotina de estudos por conta própria, mirando as olimpíadas científicas.
Único entre públicas e particulares: aluno de Jundiaí é ouro na maior prova de matemática do Brasil
Giovani foi o único estudante de Jundiaí, entre escolas públicas e particulares, a receber a medalha de ouro nacional nesta edição da competição. No ranking geral do estado de São Paulo, ele ficou em 29º lugar entre todos os alunos premiados.
Hoje no 8º ano do Ensino Fundamental, ele já tinha chamado atenção antes por ajudar colegas durante as aulas de matemática. Tudo começou quando recebeu convites dos próprios professores para apoiar outros alunos.
Da promessa ao ouro em um ano
Em 2024, Giovani já tinha alcançado a medalha de bronze nacional da OBMEP. Naquele ano, ele fez uma promessa para si mesmo: voltaria à olimpíada para buscar o ouro e também participar da cerimônia oficial de premiação, que acontece no Rio de Janeiro.
Com disciplina e preparação ao longo de 2024 e 2025, o estudante cumpriu o objetivo. Ele alcançou o ouro exatamente um ano depois da medalha de bronze.
Além da OBMEP, Giovani também teve desempenho forte na Olimpíada de Matemática do Estado de São Paulo (OMASP) e na Olimpíada Canguru de Matemática. Segundo os pais, Grace Mara Bernabe Alves e Wagner Augusto Alves, a notícia do ouro veio com muita emoção e reforça como a dedicação aos estudos vem rendendo resultados.
Números da conquista
- Medalha de ouro nacional na 20ª OBMEP (2025)
- Único aluno de Jundiaí, entre redes pública e particular, a receber ouro nacional na edição
- 29º lugar entre todos os premiados do estado de São Paulo
- Medalha de bronze na edição anterior, em 2024
- Cerca de seis meses sem aulas de matemática durante a preparação
Uma olimpíada que reúne mais de 18 milhões de estudantes
A OBMEP foi criada em 2005 pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), com apoio dos governos federal e de instituições de ensino. Ela virou a maior competição científica do país voltada a estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
A prova acontece em duas etapas: primeiro, na própria escola do estudante. Depois, para os classificados, a segunda etapa é realizada em uma unidade de ensino definida pelo município.
A 20ª edição, realizada em 2025, marcou vinte anos da olimpíada e premiou 684 estudantes de todo o Brasil com a medalha de ouro. De acordo com o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, a OBMEP reúne atualmente mais de 23 milhões de estudantes participantes, o que representa mais de 10% da população brasileira, todos os anos, no mesmo dia.
O que vem depois da medalha
Estudantes de escolas públicas premiados na OBMEP podem participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC). O programa oferece aulas avançadas de matemática e uma bolsa mensal de R$ 300, para aproximar os medalhistas da pesquisa científica ainda na educação básica.
Para a família de Giovani, a medalha significa muito mais do que um prêmio escolar. Ela representa anos de dedicação aos estudos e abre caminho para novas oportunidades de formação no futuro do estudante.
Sobre a OBMEP
A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) é promovida pelo IMPA desde 2005. O objetivo é estimular o estudo da matemática, identificar jovens talentos e incentivar o ingresso em carreiras científicas e tecnológicas. A competição é aberta a estudantes de escolas públicas e privadas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio em todo o Brasil.
