Doutorandos podem ganhar R$ 3.100 por mês para participar de projetos de pesquisa ligados à Educação Especial Inclusiva. A bolsa faz parte do Edital Conjunto nº 5/2026, do MEC com a Capes, que vai colocar o Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI) para funcionar e gerar mais conhecimento sobre políticas de inclusão.
A proposta do programa é fortalecer a pesquisa no país, produzindo indicadores e estudos que ajudem a entender e melhorar o que acontece nas redes de ensino quando o assunto é inclusão educacional.
Bolsa para doutorando é de R$ 3.100
Segundo as regras divulgadas pela Capes, o doutorando escolhido para integrar um dos projetos apoiados pelo Obeduc-EI recebe R$ 3.100 por mês.
Essas bolsas entram numa estrutura nacional de pesquisa que reúne instituições públicas de ensino superior e profissionais de áreas diferentes. A ideia é produzir conhecimento aplicado à Educação Especial Inclusiva e apoiar o acompanhamento e o aperfeiçoamento das políticas públicas nessa área.
O Obeduc-EI também faz parte da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei). Entre as metas do observatório, está gerar indicadores sobre como a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI) se concretiza na prática.
Como funciona a participação dos doutorandos?
Vale um alerta importante: a bolsa de R$ 3.100 não é uma seleção aberta diretamente para qualquer doutorando se inscrever sozinho.
O edital organiza a seleção de projetos apresentados por instituições públicas de ensino superior. Na proposta, o coordenador precisa ser docente doutor em exercício, ligado a uma instituição pública de ensino superior, com vínculo a programa de pós-graduação stricto sensu em Educação ou Ensino recomendado pela Capes, além de experiência comprovada em pesquisas na área de Educação Especial Inclusiva.
Depois que os projetos forem aprovados, as equipes passam a contar com as modalidades de bolsistas previstas no edital — incluindo a categoria de doutorando.
Na prática, quem é doutorando interessado precisa acompanhar quais projetos foram aprovados e de que forma as equipes vão abrir espaço para participação dentro dessas propostas.
O que é o Obeduc-EI?
O Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI) foi criado para dar mais força à produção de conhecimento e ao monitoramento da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva.
Entre os objetivos do programa estão: produzir indicadores sobre qualidade da oferta e aprendizagem dos estudantes público da educação especial; elaborar relatórios para redes de ensino; e estimular a construção de conhecimento multidisciplinar.
O observatório também prevê troca entre universidades, órgãos gestores, redes de ensino e a comunidade escolar. Isso inclui ações como oficinas, seminários e outras atividades de formação.
Os projetos apoiados terão duração de até 36 meses.
Confira os valores das bolsas
O edital lista diferentes modalidades de bolsas para os integrantes dos projetos. Os valores mensais previstos são:
- Pós-doutorando: R$ 5.300;
- Doutorando: R$ 3.100;
- Coordenador-geral/Mestrando: R$ 2.100;
- Coordenador local: R$ 2.000;
- Professor pesquisador: R$ 1.800;
- Professor da educação básica: R$ 1.100;
- Graduando: R$ 700.
Prazo para submissão das propostas
As propostas para implementar o Obeduc-EI devem ser submetidas exclusivamente pelo Sistema de Inscrições da Capes (SiCapes).
O prazo termina em 5 de outubro de 2026. O resultado preliminar da primeira etapa está previsto para 14 de outubro, e o resultado final deve sair em 12 de novembro de 2026.
Confira o edital completo
O Edital Conjunto nº 5/2026 – Programa Obeduc-EI está na página oficial da Capes, onde você encontra o edital, anexos e documentos ligados à seleção.
Acesse este link do Edital Conjunto nº 5/2026 na Capes para conferir tudo, incluindo calendário, sistema de inscrição e documentação exigida.
Lá também ficam as informações sobre o próprio Obeduc-EI, para você entender como o programa funciona por dentro e não perder prazos.
