A Capes e o CNPq abriram uma chamada do Programa de Mestrado e Doutorado para Inovação (MAI/DAI) para apoiar projetos de pós-graduação ligados a demandas de empresas, órgãos públicos e organizações do terceiro setor. O ponto-chave: quem envia proposta são universidades e instituições, não estudantes diretamente.
As propostas podem ser submetidas até 11 de dezembro de 2026. Nessa etapa, o objetivo é aproximar pesquisa acadêmica de problemas reais do setor produtivo e de políticas públicas.
Quantas bolsas cada instituição pode solicitar?
A chamada pública CNPq/Capes nº 30/2026 tem duas linhas, que mudam conforme a experiência da instituição em parcerias de pesquisa, desenvolvimento e inovação. E atenção: a classificação usada para definir a linha não se baseia em nota nem em consolidação do programa de pós-graduação.
Na Linha 1, o limite por instituição fica assim: até 10 bolsas de mestrado por 24 meses; 10 bolsas de doutorado por 48 meses; cinco bolsas de pós-doutorado empresarial por 12 meses; 15 bolsas de iniciação tecnológica e industrial por 12 meses; e uma bolsa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI) por 36 meses.
Na Linha 2, o limite por instituição é menor: cinco bolsas de mestrado, cinco de doutorado, dez bolsas de iniciação tecnológica e uma DTI. Essa linha atende instituições com trajetória inicial de cooperação em projetos de inovação.
Como funciona a parceria?
O MAI/DAI exige que as instituições montem os projetos junto com organizações parceiras e submetam as propostas ao CNPq. A ideia é clara: colocar a pesquisa para responder demandas concretas, com foco em inovação que faça sentido no mundo real.
As parcerias precisam de contrapartida econômica ou financeira. Os mínimos divulgados na chamada são: R$ 15 mil por bolsa de mestrado, R$ 30 mil por bolsa de doutorado e R$ 10 mil por bolsa de pós-doutorado empresarial. Para as bolsas de iniciação tecnológica (ITI) e DTI, não existe contrapartida mínima.
Prazo institucional
Propostas até 11 de dezembro de 2026.
Limite por linha
Linha 1 e Linha 2 mudam conforme a experiência da instituição em parcerias de inovação.
Vagas não nascem na hora
As futuras vagas para estudantes dependem dos projetos aprovados e das seleções das instituições.
Quando surgirão vagas para estudantes?
Mesmo com a chamada aberta, isso não significa que as bolsas já estão disponíveis para candidatos individuais agora. Primeiro, as instituições submetem os projetos. Depois, com as propostas selecionadas e já com a implementação andando, elas passam a divulgar processos próprios para escolher mestrandos, doutorandos e os demais bolsistas.
Se você é estudante e quer se preparar, vale acompanhar as universidades e ICTs interessadas e conferir o comunicado oficial da Capes sobre o MAI/DAI. A primeira entrada tem prazo final em 11 de dezembro, então o planejamento das instituições tende a seguir esse calendário.
Para quem está de olho em vaga, o acompanhamento das instituições aprovadas vira o passo mais importante. A disponibilidade das bolsas, a área de pesquisa, os requisitos e os valores precisam aparecer nos editais e seleções futuras, sem garantia de que todas as universidades vão abrir oportunidades de forma imediata.
