A Fundação Cecierj vai abrir 200 vagas gratuitas para o curso “A Escola para Todos: Interseccionalidade e Práticas Pedagógicas para uma Educação Inclusiva”, voltado para formação continuada de quem atua na Educação Básica. A proposta foca em estratégias práticas para criar um ambiente escolar mais plural, acolhedor e preparado para a inclusão de estudantes da Educação Especial.
A capacitação trabalha temas como acessibilidade, Atendimento Educacional Especializado (AEE), Desenho Universal para Aprendizagem (DUA) e ações anticapacitistas. No fim, a ideia é ajudar os educadores a fortalecer práticas que aumentem a participação, a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos.
Quem pode participar?
A formação é para diferentes profissionais que atuam na Educação Básica. Você pode participar se trabalhar, por exemplo, com:
- Professores que trabalham em turmas comuns;
- Professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE);
- Profissionais de Classes Especiais;
- Coordenadores Pedagógicos;
- Orientadores Pedagógicos ou Educacionais;
- Gestores de escolas regulares;
- Agentes de Apoio à Educação Especial.
Como o público é diverso, o curso conversa com a rotina de sala de aula, mas também com o trabalho coletivo que acontece dentro da escola. Assim, a formação não fica restrita a uma única função, e sim à participação do time escolar todo.
O que será estudado no curso de Educação Inclusiva?
A disciplina foi pensada para discutir a construção de uma escola plural, levando em conta as características, necessidades e contextos dos estudantes. O foco é entender como planejar e organizar práticas que façam sentido para diferentes perfis e realidades.
Entre os conteúdos, entram discussões sobre o público da Educação Especial, a produção social da deficiência e como essas questões se relacionam com as interseccionalidades. Além disso, a formação apresenta fundamentos teóricos e metodológicos para orientar o planejamento e a realização das práticas pedagógicas.
Outro ponto central é a articulação entre professores de turmas comuns, profissionais do AEE e equipes de mediação pedagógica. A meta é fortalecer uma atuação colaborativa, evitando que a responsabilidade pela inclusão pare em apenas uma pessoa.
A formação também inclui legislação relacionada à Educação Especial. A intenção é dar base para entender os direitos dos estudantes e favorecer a participação e o desenvolvimento acadêmico e social dentro da escola.
Desenho Universal para Aprendizagem e Tecnologia Assistiva
Um dos destaques do curso é o estudo do Desenho Universal para Aprendizagem (DUA). A proposta do DUA é ampliar as possibilidades de acesso aos conteúdos e aumentar as chances de participação do estudante no processo educacional.
O curso também aborda Tecnologia Assistiva e Comunicação Alternativa e Ampliada. Na prática, isso aparece com atividades voltadas à elaboração de recursos que ajudem a derrubar barreiras encontradas no ambiente escolar.
Além disso, a disciplina trabalha a criação e a implementação de planos individualizados, incluindo o Plano de Ensino Individualizado, o Plano Educacional Individualizado (PEI) e o Plano Individualizado de Transição. A ideia é oferecer caminho claro para organizar o trabalho pedagógico de forma mais estruturada.
Formação aborda anticapacitismo e Direitos Humanos
A disciplina dedica espaço para práticas pedagógicas baseadas nos Direitos Humanos. O foco inclui combate ao capacitismo e incentivo à autonomia dos estudantes.
O curso orienta os participantes a identificar barreiras que atrapalham a inclusão. A partir disso, você aprende a repensar estratégias de ensino, avaliação e organização das atividades escolares.
Outro objetivo é capacitar os educadores a contextualizar os componentes curriculares e escolher formas mais adequadas de apresentar, representar e trabalhar os conteúdos com diferentes perfis de estudantes.
Como funciona a formação?
A formação acontece em ambiente virtual de aprendizagem. O cursista acompanha o calendário disponibilizado na sala de aula e recebe, semanalmente, materiais de estudo como textos, podcasts e vídeos.
Durante o período letivo, estão previstos três encontros síncronos com a professora responsável ou especialistas convidados. Importante: a participação é não obrigatória. As datas e horários ficam disponíveis no ambiente virtual.
Para tirar dúvidas, os participantes contam com fórum da disciplina, podem enviar mensagens para a professora e também participam de momentos específicos de esclarecimento de dúvidas.
A avaliação acontece de forma contínua, considerando participação e interação nas atividades semanais, incluindo fóruns e outras tarefas assíncronas. Também existem duas atividades avaliativas, feitas no Ambiente Virtual de Aprendizagem.
200 vagas gratuitas para formação em Educação Inclusiva
Com 200 vagas, essa disciplina vira uma chance real para quem trabalha na Educação Básica ampliar a preparação para lidar com desafios da inclusão escolar. É uma formação conectada ao dia a dia das escolas.
A lista de temas passa por acessibilidade, planejamento pedagógico, AEE, avaliação, tecnologia assistiva, autonomia e práticas anticapacitistas. Ou seja: o curso foca no que você realmente encontra na rotina e no que dá para ajustar para incluir melhor.
Para ver as informações da disciplina e os procedimentos de participação, vale consultar a página disponibilizada pela Fundação Cecierj: A Escola para Todos – Interseccionalidade e Práticas Pedagógicas para uma Educação Inclusiva.
