A concordância verbal com “a maioria de” é um daqueles pontos que sempre derruba na hora da prova: “A maioria dos alunos foi aprovada” ou “A maioria dos alunos foram aprovados”? Calma: as duas formas existem e você escolhe a correta conforme o papel do verbo na frase.
Quando você vê expressões como “a maioria de”, “grande parte de”, “metade de” e “a maior parte de”, a gramática entra com um conceito chamado sujeito partitivo. É aí que mora a pegadinha: tem um substantivo coletivo no singular e, depois de “de”, vem um substantivo no plural. Essa estrutura permite duas concordâncias diferentes para o mesmo verbo.
Concordância verbal com a maioria de: quando usar singular ou plural
Na concordância com singular, o verbo acompanha o substantivo coletivo, que fica no singular: “A maioria dos candidatos fez a prova com calma.”
Já na concordância com plural, o verbo se conecta ao núcleo que vem depois de “de”, que está no plural: “A maioria dos candidatos fizeram a prova com calma.”
As duas possibilidades são aceitas pela norma culta. E, sim, isso aparece em banca de concurso também. Mesmo assim, em textos formais, a concordância com o coletivo no singular costuma ser a mais tradicional.
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Como escolher entre singular e plural na prática
Uma forma bem objetiva de decidir é pensar no tipo de ação que o verbo descreve. Se a ideia passa uma ação coletiva, como se o grupo estivesse fazendo algo “em bloco”, o singular tende a soar mais adequado: “A maioria dos moradores discordou.”
Se, porém, a frase deixa claro que a ação vale para cada pessoa do grupo, o plural encaixa melhor: “A maioria dos moradores assinaram o documento individualmente.”
Em prova objetiva, principalmente quando a questão cobra concordância sem explicar o contexto, a saída mais segura é: na dúvida, use o singular. Em geral, essa opção costuma ser a menos questionável e a mais aceita pelas bancas.
Esse tipo de regra costuma andar junto com outros tópicos que também vivem aparecendo em concursos. Um exemplo é a reforma ortográfica, que tem convenções cobradas do mesmo jeito: você precisa reconhecer a regra e aplicar rápido.
Outras regras de gramática relacionadas
A concordância verbal raramente vem sozinha. Em avaliações, ela aparece junto com dúvidas clássicas de português, como os principais erros de português que muita gente continua cometendo mesmo depois de estudar bastante.
Outra atenção essencial é a estrutura da oração, porque esse cuidado também pesa na crase. E é exatamente essa mesma lógica de identificar o que a frase está fazendo que ajuda quando chega a hora de escolher a forma certa.
Se a prova misturar concordância com interpretação e sinais gráficos, prepare-se também para a diferença entre por que e porquê. Em muita banca, esse assunto aparece no mesmo pacote de “pegadinhas” da língua portuguesa.
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