Crase depois de preposição: 6 casos que caem na prova

crase depois de preposição
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Crase depois de preposição é um daqueles assuntos que parecem simples até a folha chegar. O problema vem quando existe uma preposição antes da palavra feminina — tipo “até”, “para” ou “sob” — e você fica na dúvida se ainda rola o acento indicativo de crase.

A base da regra todo mundo lembra: crase é a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a” (ou “as”). Só que, na prova, essa preposição “a” costuma conviver com outra preposição já na frase, e aí surgem as pegadinhas, como em “até à escola” ou “para com a instituição”.

Os 6 casos de crase depois de preposição que mais caem em prova

Se você quer acertar rápido, anota as situações mais cobradas quando a crase aparece mesmo com outra preposição antes.

  1. “Até à” — aqui o uso é facultativo. Ou seja: “até à escola” e “até a escola” estão corretas.
  2. “Para com a” — a crase fica normalmente. Exemplo: “sou grato para com a instituição”.
  3. Expressões fixas como “à toa”, “às pressas”, “à vontade” e “à noite” — nessas, a crase aparece sempre, mesmo que antes exista outra preposição na frase.
  4. Antes de pronomes de tratamento como “dona” e “senhora”: “entreguei à dona Maria”. A crase é mantida.
  5. Antes de lugares que aceitam artigo feminino: “fui à Bahia” (porque existe a construção “a Bahia”). Já em “fui a Salvador” não tem crase, porque “a Salvador” não se usa com artigo.
  6. Em locuções adverbiais femininas de tempo, modo ou instrumento, como “à mão”, “às vezes” e “à mesa”.

Pra não travar na hora da prova, use um macete simples: troque a palavra feminina por uma equivalente masculina. Se virar “ao”, tem crase. Se virar só “a”, não tem. No exemplo “fui à festa”, fica “fui ao evento”, o que confirma o acento.

Outras dúvidas de gramática que aparecem junto com crase

Crase raramente aparece sozinha. Em provas e concursos, ela costuma vir misturada com outras dúvidas clássicas de português, especialmente quando o candidato tenta “chutar” por sensação em vez de seguir regra.

Um exemplo comum é a confusão com regência verbal e concordância. E tem ligação direta com acentuação: quem erra regras de acentuação em geral tende a errar crase também, porque as convenções da língua mudaram ao longo do tempo e nem sempre parecem óbvias na hora de marcar alternativa.

Como memorizar as exceções sem decorar tudo

Em vez de tentar decorar regra por regra, você ganha tempo entendendo a lógica por trás de cada caso. A crase depende de como o verbo ou a expressão rege, do gênero da palavra seguinte e de existir artigo definido antes dela. Quando você enxerga essa “engrenagem”, as exceções param de assustar.

Essa mesma ideia vale para outra dúvida que também aparece bastante em questões: mim ou eu. A escolha muda conforme a função sintática na frase. E, quando você aprende a identificar a função, fica mais fácil decidir sem inventar.

Se você já pegou esses casos depois de preposição, vale revisar também os casos de crase obrigatórios e proibidos que complementam o que caiu aqui. Para isso, procure por conteúdos de crase publicados pelo PEBSP – Portal de Educação.

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