Enem 2028 pode ter questões abertas e partes eletivas; 2026 fica igual

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Imagem gerada por IA — Enem 2028 questões abertas partes eletivas itinerários formativos

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) está estudando uma mudança no Enem: questões abertas e também partes eletivas ligadas aos itinerários formativos do Ensino Médio. O ponto importante é que essas alterações não entram na edição de 2026. O debate mira os próximos anos e aponta possíveis primeiros sinais para 2028.

Inep avalia incluir questões abertas e blocos por itinerário no Enem a partir de 2028. Para 2026, o formato atual será mantido.

Segundo o presidente do Inep, Manuel Palácios, as primeiras inovações podem começar a aparecer a partir de 2028 e, depois disso, novas mudanças podem vir nos anos seguintes. Essa discussão acontece num momento em que o exame passa a integrar o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e ganha um papel ainda maior na medição da aprendizagem das redes.

O Enem 2026 terá questões abertas?

Não. O formato com questões fechadas continua valendo para quem vai fazer a prova em novembro de 2026. A redação também segue como parte do exame no formato que já foi anunciado para este ano.

Palácios reforçou que qualquer inovação precisa ser comunicada com antecedência para estudantes, professores e redes de ensino conseguirem ajustar o planejamento. Ou seja: a transição não seria imediata.

Como seriam as novas questões discursivas?

Uma das ideias em estudo é avaliar a compreensão leitora com uma resposta produzida pelo próprio candidato. Em vez de marcar alternativas, o estudante receberia um artigo ou texto e teria de resumir as ideias principais.

Esse tipo de item exigiria síntese, seleção de informações e escrita objetiva. Até agora, ainda não foram divulgados detalhes como número de itens, critérios de correção, pontuação ou necessidade de tempo adicional na prova.

A redação do Enem vai acabar?

Não. Não existe indicação de que a redação vá sair do Enem. O que o Inep discute sobre “respostas abertas” é a inclusão de outras atividades escritas dentro do conjunto da prova, sem substituir a produção dissertativo-argumentativa já aplicada.

Também não houve confirmação de uma “segunda redação”. Sem uma matriz, edital ou regra oficial publicados, qualquer descrição mais detalhada de formato e correção continua sendo apenas hipótese.

O que muda com os itinerários formativos?

Além das respostas abertas, o Inep estuda inserir questões eletivas para avaliar os itinerários escolhidos durante o Ensino Médio. Nesse cenário, o exame poderia manter uma parte comum para todo mundo e acrescentar blocos específicos de acordo com a área de aprofundamento que o estudante cursou.

Na prática, isso pode acabar com a lógica de uma única prova idêntica para todos os participantes. A definição depende de estudos técnicos, da nova matriz de referência e de diálogo com as redes de ensino.

Por que o Enem pode ter versões diferentes?

Os itinerários formativos criam percursos diferentes no Ensino Médio. Se o Enem passar a medir esse componente, uma parte totalmente comum não conseguiria representar as escolhas feitas pelas escolas.

A proposta citada por Palácios combina uma base geral com seções eletivas. O desafio principal vai ser garantir comparabilidade das notas, equilibrar a dificuldade e assegurar condições justas para estudantes de redes com ofertas diferentes.

O que já muda no Enem 2026?

Mesmo sem questões abertas agora, o Enem de 2026 já entra em uma nova função: além de avaliar, ele vai servir para produzir indicadores ligados à qualidade do Ensino Médio, com reflexos para a Educação Básica.

O Inep diz que a integração ao Saeb pode aumentar a participação e gerar um retrato mais completo da etapa. Concluintes da rede pública foram inscritos automaticamente e a aplicação deve ser levada a mais escolas.

2026 sem questões abertas

A preparação pode seguir o formato já anunciado para a prova.

Mudanças a partir de 2028

As primeiras inovações estão sendo estudadas para os próximos anos.

Parte comum e eletiva

O futuro exame pode considerar o itinerário cursado pelo aluno.

Como isso afeta estudantes e professores?

Para quem vai fazer o Enem em 2026, a notícia não pede uma mudança imediata de estratégia. O foco continua em treinar questões objetivas, redação, leitura de enunciados e também em gerenciar o tempo nos dois domingos de prova.

Já para escolas e professores, o debate aponta uma demanda para o médio prazo: trabalhar síntese escrita em mais componentes, não só nas aulas de Língua Portuguesa. Uma resposta curta de compreensão leitora exige conteúdo e capacidade de organizar o raciocínio.

Análise especializada: mudança exige transição longa

Uma prova com itens abertos muda a rotina da escola e a operação do exame. O Inep precisaria definir barema, organizar formação de corretores, revisar notas, planejar logística, estimar custos e garantir segurança. Também teria de explicar como as respostas seriam comparadas em escala nacional.

Com os itinerários, o desafio de gestão cresce. A oferta não é igual entre estados, municípios e escolas privadas. Se o exame cobrar percursos diferentes sem manter comparabilidade, o risco é aumentar desigualdades que já aparecem na preparação para o Enem.

Nova matriz deve orientar o formato

Essa discussão está ligada à previsão de uma nova matriz de referência até 2028. O documento deve apontar as habilidades avaliadas e orientar a criação dos itens antes de qualquer mudança virar regra de verdade.

Até lá, vale separar expectativa de confirmação. O Enem com questões abertas aparece como possibilidade em estudo, e não como alteração confirmada para a próxima aplicação.

Onde acompanhar as informações oficiais?

As falas foram divulgadas depois da participação do presidente do Inep no VI Seminário Internacional de Gestão Educacional. A entrevista foi publicada pelo Diário do Nordeste.

O avanço do Enem no Saeb e os impactos institucionais também podem ser acompanhados no portal do Inep, onde o Inep relata a criação da rede de interlocutores escolares para apoiar a ampliação do Enem como etapa da avaliação da educação básica.

Se você quer acompanhar o que pode mudar no exame, vale comentar e observar como redes de ensino e professores enxergam o impacto de uma prova com respostas abertas na preparação escolar.

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