A Capes está recebendo, até 5 de outubro de 2026, propostas para implementar o Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI). O Edital Conjunto nº 5/2026 prevê recursos para pesquisa, custeio, capital e bolsas que podem chegar a R$ 5.300 mensais na modalidade de pós-doutorado.
Capes abre chamada para pesquisas sobre Educação Especial Inclusiva
Essa chamada mexe direto com a Educação Básica, mas a participação depende do perfil certo. A submissão é voltada para docentes doutores de instituições públicas de educação superior.
Já os professores de escolas públicas podem entrar nas redes de pesquisa e receber bolsa na modalidade Professor da Educação Básica, com R$ 1.100 mensais, desde que a pessoa atue em uma proposta que seja selecionada.
O foco é criar redes regionais de instituições públicas para acompanhar a implementação da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva. Na prática, o objetivo é transformar o que acontece nas redes de ensino em indicadores, relatórios e conhecimentos para apoiar decisões sobre acessibilidade, Atendimento Educacional Especializado (AEE), formação e aprendizagem.
O que é o Obeduc-EI
O Obeduc-EI integra a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei). A ideia vem com força das experiências de observatórios educacionais apoiados pela Capes, só que agora com um foco bem mais específico: políticas de inclusão e a ligação disso com o dia a dia de escolas, municípios, estados e o Distrito Federal.
Não é curso e não é seleção individual para preencher vaga rápida. É uma chamada para formar redes de pesquisa com instituições públicas de ensino superior, equipes multidisciplinares e conexão com redes de ensino. Por isso, professores da Educação Básica entram pela via da articulação com universidades e institutos públicos que estejam montando a proposta.
Isso tende a fazer diferença para quem atua em salas comuns, no AEE, em gestão escolar, coordenação pedagógica e no apoio à inclusão. Quando o trabalho de pesquisa conversa com a rotina da escola, os dados não ficam longe dos problemas reais de matrícula, permanência, participação, recursos de acessibilidade e planejamento pedagógico.
O que os projetos devem desenvolver
As redes selecionadas precisam produzir indicadores sobre a oferta e a qualidade da Educação Especial Inclusiva. Também entram na conta a aprendizagem dos estudantes do público da educação especial.
A Capes também prevê a entrega de relatórios técnicos e pedagógicos para apoiar redes de ensino e gestores públicos.
O programa incentiva conhecimento multidisciplinar, com participação social, e exige diálogo entre universidades, órgãos gestores, escolas e comunidade. Entre as ações esperadas estão oficinas, seminários, formação continuada para profissionais da educação e produção de materiais informativos acessíveis para estudantes, famílias e comunidade escolar.
Para a escola pública, o ganho está em ligar pesquisa e prática sem tratar inclusão como assunto só de especialistas. No cotidiano, o professor regente, o professor de AEE, a gestão e os profissionais de apoio lidam com barreiras e soluções bem diferentes. A chamada cria uma estrutura para organizar e discutir tudo isso em rede.
05/10
fim da submissão
36 meses
execução dos projetos
R$ 5,3 mil
maior bolsa prevista
Bolsas previstas no edital
As bolsas não funcionam como salário e também não caem automaticamente para todo mundo dentro de uma proposta. A Capes implementa as bolsas conforme o projeto aprovado, a função exercida e a alocação autorizada.
O valor mais alto é de R$ 5.300 mensais, destinado a pós-doutorandos. O edital ainda separa uma modalidade específica para Professor da Educação Básica.
| Modalidade | Valor mensal |
|---|---|
| Coordenador-geral | R$ 2.100 |
| Coordenador local | R$ 2.000 |
| Professor pesquisador | R$ 1.800 |
| Pós-doutorando | R$ 5.300 |
| Doutorando | R$ 3.100 |
| Mestrando | R$ 2.100 |
| Professor da Educação Básica | R$ 1.100 |
| Graduando | R$ 700 |
Essa estrutura permite que a investigação envolva diferentes etapas da formação e profissionais da educação superior e da Educação Básica. Para quem está na rede pública, participar pode significar contribuir com dados do território, testar estratégias, dialogar com pesquisadores e levar perguntas reais da escola para dentro da agenda de pesquisa.
Quem pode coordenar uma proposta
Para coordenar, o candidato precisa ser docente doutor, estar em efetivo exercício no magistério superior e fazer parte do quadro permanente da instituição coordenadora. Ele também precisa ser membro permanente de programa de pós-graduação stricto sensu em Educação ou Ensino, recomendado pela Capes.
O edital ainda exige produção acadêmica e experiência comprovada em pesquisa sobre Educação Especial Inclusiva. Além disso, o coordenador deve ter disponibilidade para responder pela coordenação da rede durante todo o projeto e manter situação regular perante a Capes e a administração pública federal.
No fim, a chamada não serve como inscrição direta para profissionais autônomos, escolas isoladas ou docentes que não estejam ligados a uma IES pública coordenadora.
Se você é professor da Educação Básica e quer entrar no radar, uma saída prática é procurar grupos de pesquisa, programas de pós-graduação, universidades e institutos federais públicos da sua região com atuação em educação inclusiva. A parceria tem que nascer dentro da própria proposta, com funções, plano de trabalho e critérios definidos pelo projeto e pelo edital.
Como enviar a proposta
A submissão acontece exclusivamente pelo Sistema de Inscrições da Capes (SiCapes). Antes de preencher, o coordenador precisa reunir o projeto de implementação do Obeduc-EI, cartas de apoio institucional, previsão de equipe e os demais anexos exigidos.
Como o prazo fecha em 5 de outubro, instituições interessadas devem revisar com antecedência a documentação e o acesso ao sistema.
| Etapa | Data |
|---|---|
| Encerramento da submissão | 05/10/2026 |
| Resultado preliminar da etapa 1 | 14/10/2026 |
| Resultado final da etapa 1 | 27/10/2026 |
| Resultado final | 12/11/2026 |
O edital e os anexos trazem como a rede deve ser montada, como as bolsas entram e quais critérios pesam na análise. Para dúvidas sobre a submissão, a Capes disponibiliza o e-mail obeduc.ei@capes.gov.br.
Antes de fechar participação de pessoas na equipe ou prometer bolsas, a orientação é conferir o documento oficial, porque cada proposta aprovada vai ter composição e quantitativos próprios.
Submissão de propostas termina em 5 de outubro
Docentes doutores de IES públicas devem consultar o edital, os anexos e as regras de acesso ao sistema antes de finalizar a proposta.
