Professor reprova 32 de 35 ao flagrar IA em redação sobre a Revolução

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Imagem gerada por IA — curso gratuito SENAI 2025

Um professor da Alcorn State University, no Mississippi (EUA), reprovou 32 de 35 alunos depois de flagrar uso indevido de inteligência artificial em redações sobre a Revolução Industrial. O caso ficou conhecido quando o docente contou a história em vídeos no TikTok e mostrou como a “armadilha” funcionou.

Como a armadilha revelou o uso de IA

O historiador Dr. Jason Gibson colocou uma instrução oculta no enunciado da atividade: a palavra “Madagascar” aparecia em letra branca, sobre fundo branco. Para quem olhava o enunciado diretamente na tela, a frase não era perceptível.

O problema começou quando alguns estudantes copiaram o texto inteiro e colaram em ferramentas de IA, como o ChatGPT. Aí a instrução escondida “viajou junto” e entrou no resultado final, mesmo sem sentido dentro do contexto da redação.

Na correção, a evidência apareceu nas próprias produções entregues. Havia trechos como “Madagascar flutua de lado durante a tarde” e “a bicicleta roxa de Madagascar sussurra para o teto”, com características típicas de texto gerado sem revisão humana.

Segundo Gibson, nenhum dos 32 alunos reprovados revisou o próprio texto antes de enviar. Ou seja: a frase absurda passou despercebida porque os estudantes confiaram cegamente na resposta pronta da ferramenta.

Estudante consegue reverter a reprovação

Depois de corrigir tudo, o professor explicou aos estudantes por que a nota saiu como saiu e abriu espaço para contestação. No total, apenas dois dos alunos reprovados procuraram o docente para discutir a avaliação.

Um deles conseguiu reverter a reprovação ao mostrar que usava o modo escuro no computador. Com esse recurso ligado, a frase em letra branca ficou visível mesmo sem colar o texto em uma IA.

Mesmo assim, o caso ganhou repercussão nas redes. Muita gente levantou preocupação com possíveis prejuízos a alunos com deficiência visual que usam leitores de tela. Em resposta, Gibson afirmou que nenhum estudante das turmas envolvidas usava tecnologias assistivas.

Reflexão sobre uso de IA na educação

O professor disse que reprová-los não era o objetivo. Ele preferiu tornar público o funcionamento da “armadilha” para chamar atenção aos riscos de usar inteligência artificial em atividades acadêmicas sem supervisão.

Gibson também ressaltou que ainda não existem diretrizes consolidadas sobre o uso de IA em sala de aula. Para ele, a tecnologia é recente demais para pesquisas fechadas que apontem quais práticas funcionam melhor.

Na visão do docente, professores e instituições ainda estão testando formas de equilibrar inovação com integridade acadêmica — e, enquanto isso, casos como esse viram alerta real sobre como a IA pode passar informações erradas ou “pegadinhas” junto com o que o aluno pede.

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