A USP anunciou nesta segunda-feira (27) que vai começar a estruturar a entrada de cotas para pessoas com deficiência (PcD) na graduação. A universidade também vai ajustar seus processos seletivos principais à nova lei paulista e abrir a discussão sobre como vai funcionar a reserva de vagas, o cálculo do percentual e o apoio especializado durante o curso.
Cotas para PcD na USP: grupo define regras a partir de 2028
O plano da USP prevê cotas para pessoas com deficiência a partir de 2028. Para chegar nessas regras, a universidade criou um grupo de trabalho encarregado de detalhar os critérios de reserva de vagas e o suporte especializado que precisa acompanhar a permanência dos estudantes ao longo da graduação.
Com a formação do grupo, a USP sinaliza que a definição das normas vai considerar tanto a parte de distribuição das vagas quanto as condições de acompanhamento acadêmico. A ideia é deixar claro como a política de inclusão vai ser aplicada no ingresso e como o suporte vai funcionar no dia a dia da faculdade.
Fuvest, Provão Paulista e Enem-USP: mudanças a partir da lei paulista
Além de planejar as cotas, a USP também informou que vai adaptar seus processos seletivos mais importantes à nova lei paulista. A universidade vai ajustar a Fuvest, o Provão Paulista e o Enem-USP para se adequar ao que a legislação exige.
O Enem-USP, em especial, entra na linha do tempo a partir de 2027. A USP também vai mexer nos outros processos para alinhar o modelo de seleção às regras que vierem para a reserva de vagas e para o acompanhamento especializado na graduação.
Reserva de vagas na prática: percentual, critérios e suporte ao estudante
Na pauta do grupo de trabalho, entram pontos que costumam gerar dúvidas para quem pretende ingressar na universidade: como vai ser feita a reserva de vagas, como calcular o percentual e quais critérios serão usados para a política de cotas.
Outro foco é o apoio especializado durante o curso. A USP quer garantir que a inclusão não fique só no acesso. A proposta é definir também como o suporte vai atuar para ajudar o estudante a acompanhar a graduação com mais condições.
Discussão interna com foco em regras e execução
Com a criação do grupo, a USP coloca a discussão em andamento para transformar a lei e a política de inclusão em regras operacionais. Isso inclui estabelecer como os ajustes feitos nos processos seletivos vão conversar com a reserva de vagas e com a oferta de suporte especializado.
A expectativa é que, com o trabalho em grupo, a universidade consiga organizar diretrizes claras para a implementação da política a partir do calendário previsto. O caminho começa com a definição das regras, passa pelos ajustes na seleção e termina na estruturação do apoio ao longo do curso.
Próximos passos: adaptação dos processos e implementação das cotas
O anúncio da USP marca o início do processo para a implementação das cotas para pessoas com deficiência na graduação. A universidade vai seguir com a adaptação dos processos seletivos já usados por candidatos e também vai consolidar as regras de reserva e suporte com base no trabalho do grupo criado.
Com cotas previstas para 2028 e ajustes que envolvem a Fuvest, o Provão Paulista e o Enem-USP a partir de 2027, quem acompanha o tema deve ficar atento às atualizações da universidade. O objetivo é alinhar seleção, distribuição das vagas e acompanhamento durante a graduação, para que a aplicação da lei saia do papel.




