O Ministério da Educação (MEC) abriu 8 mil vagas para o curso gratuito “Educomunicação e Clima: Precisamos conversar sobre emergência climática nas escolas”. A formação é a distância e foi feita para ajudar educadores a tratar mudanças climáticas nas salas de aula de um jeito crítico, participativo e conectado às práticas pedagógicas mais atuais.
Essa iniciativa entra em um projeto de pesquisa bancado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e coordenado pelo Núcleo de Comunicação e Educação da USP. A proposta reúne universidades, órgãos públicos e organizações da sociedade civil para fortalecer a educação ambiental climática.
Formação estratégica diante da emergência climática
Com 60 horas de carga horária, o curso puxa uma abordagem diferente ao unir educação ambiental e comunicação. Esse encontro recebe o nome de educomunicação. Na prática, a ideia é capacitar professores e gestores para enfrentar a emergência climática dentro do ambiente escolar, criando caminhos mais críticos e engajados para o tema.
O conteúdo conversa com políticas públicas e diretrizes nacionais, incluindo a Base Nacional Comum Curricular. Ele também se conecta a iniciativas como o Programa Cemaden Educação e o Movimento Escolas pelo Clima.
Estrutura do curso: quatro módulos integrados
O “Educomunicação e Clima” está dividido em quatro módulos, indo dos fundamentos da crise climática até a construção de soluções dentro das escolas.
Módulo 1 – Emergência climática
Trabalha conceitos como efeito estufa, causas das mudanças climáticas e seus impactos sociais, com destaque para desigualdades e desafios atuais.
Módulo 2 – Educomunicação
Mostra como a comunicação entra na educação, com exemplos práticos como campanhas, produção de vídeos, jornalismo escolar e outras linguagens.
Módulo 3 – Educação ambiental climática
Analisa políticas públicas e experiências reais de educação ambiental, fazendo a ponte entre teoria e prática.
Módulo 4 – Plano de ação climática
Ensina a criar estratégias para transformar a escola em um espaço mais sustentável e resiliente, com foco em currículo, gestão e participação da comunidade.
Metodologia flexível e baseada na prática
O curso funciona de forma autoinstrucional, sem tutoria. Ou seja: você organiza a rotina de estudos com autonomia, no seu ritmo. Os materiais incluem conteúdo audiovisual, textos, atividades reflexivas e exemplos concretos para aplicar no dia a dia escolar.
Você pode concluir em pelo menos 15 dias e no máximo em 45 dias. Essa janela ajuda quem tem pouco tempo ou uma agenda difícil.
Certificação e público-alvo
Terminou todas as atividades? Então você recebe certificado gratuito, válido para comprovação de formação continuada.
O curso é voltado principalmente para:
- Professores da Educação Básica;
- Gestores escolares;
- Profissionais da educação pública e privada;
- Interessados em educação ambiental e inovação pedagógica.
Educação e clima: uma pauta urgente nas escolas
A formação reforça a importância de colocar o debate sobre mudanças climáticas no cotidiano escolar. O foco vai além de só passar conteúdo. O curso incentiva desenvolver uma consciência crítica e mobilizar as comunidades escolares para encarar desafios ambientais.
Ao juntar comunicação, educação e sustentabilidade, a proposta ajuda a formar estudantes mais conscientes, participativos e preparados para lidar com questões globais.
Como se inscrever no curso
As inscrições estão abertas e são gratuitas. Para entrar, você precisa fazer pela plataforma AVAMEC: inscreva-se neste link na AVAMEC.
Garanta sua vaga e comece a estudar com flexibilidade: são 60 horas a distância para transformar como você aborda clima e sustentabilidade na escola.
Formação que conecta educação, comunicação e sustentabilidade
Com 8 mil vagas no curso “Educomunicação e Clima”, o MEC fortalece políticas educacionais voltadas à sustentabilidade e à formação cidadã. Para quem está na educação, a oportunidade é atualizar a prática pedagógica e contribuir para um futuro mais sustentável, tanto dentro quanto fora das salas de aula.



