O Ministério da Educação (MEC) lançou a Portaria nº 572/2026 e colocou em prática uma estratégia bem direta para fortalecer a educação inclusiva no Brasil. A medida cria 27 Centros de Formação Continuada e em Serviço em Educação Especial Inclusiva, com um centro em cada estado e também no Distrito Federal, com foco em preparar melhor os profissionais que atuam nas redes públicas.
Na prática, os centros entram como parte da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI). A ideia é ampliar a formação de professores e de outros profissionais da educação para apoiar, dentro das escolas, estudantes com deficiência, transtornos do desenvolvimento e outras necessidades educacionais específicas, garantindo acesso e permanência nas redes públicas.
Centros vão apoiar a formação de professores em todos os estados
Esses novos centros nascem para virar referência local na formação continuada. Cada unidade deve oferecer formação continuada e também apoio técnico, levando em conta o que cada território precisa. Assim, a capacitação não fica genérica: ela acompanha as demandas de cada unidade da Federação.
O MEC também aponta que a proposta busca fortalecer a atuação das redes públicas por meio de capacitações alinhadas à realidade de cada estado e município. Com isso, gestores escolares e demais profissionais ganham orientações para colocar mais práticas pedagógicas inclusivas em funcionamento nas escolas.
Além disso, a presença dos centros em todas as unidades da Federação amplia o alcance da política pública voltada à educação especial inclusiva, deixando a iniciativa mais próxima de quem está na ponta do atendimento educacional.
Gestão contará com participação de diversas instituições
Os Centros de Formação vão funcionar com participação de representantes de diferentes entidades ligadas à educação pública no país. Isso ajuda a garantir que a gestão pedagógica e as atividades de formação não fiquem presas a uma visão única.
De acordo com o MEC, a estrutura contará com representantes do:
- Ministério da Educação (MEC);
- Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes);
- Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif);
- Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed);
- Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (Consec);
- União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
O modelo também prevê uma coordenação em cada centro, responsável pela gestão pedagógica das atividades de formação. Ou seja: além da participação institucional, existe um comando voltado para organizar e conduzir o que será oferecido para os profissionais.
Centros integram a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva
Os espaços criados agora passam a integrar a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei). Essa rede foi estabelecida pela Portaria nº 421/2026 e entra para coordenar ações nacionais ligadas à implementação da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva.
A estrutura da Reneei busca garantir que a educação inclusiva apareça de forma transversal em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino. O objetivo final é claro: assegurar aos estudantes acesso, permanência, participação e aprendizagem nas escolas públicas brasileiras.
Rede Nacional será composta por cinco eixos estratégicos
O MEC organizou a Reneei em cinco eixos estratégicos, que atuam de forma integrada para fortalecer a educação inclusiva no país. Entre eles, entram ações no território, estrutura de formação e suporte técnico.
Estratégia de Articulação Intersetorial
Neste eixo, o MEC coloca 2.003 articuladores intersetoriais para atuar como representantes do Ministério da Educação nos territórios. Esses articuladores apoiam estados e municípios na implementação da política, ajudam na elaboração de normativos e também promovem ações de formação.
Centros de Formação Continuada
Aqui entram diretamente os 27 Centros de Formação Continuada e em Serviço, com um centro por estado e também no Distrito Federal. A missão desse eixo é garantir qualificação permanente dos profissionais da educação.
Observatório da Educação Especial Inclusiva
O observatório vai ser desenvolvido em parceria com uma universidade federal. A função dele é acompanhar pesquisas, indicadores e políticas públicas relacionadas à educação inclusiva.
Núcleos de Apoio Técnico e Acessibilização de Materiais
Esse eixo entra com núcleos voltados a apoiar a produção de materiais acessíveis, desenvolver tecnologias assistivas e elaborar orientações técnicas para os profissionais da educação.
Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo
O último eixo vai formar uma rede com participação de pessoas com deficiência intelectual, pessoas com síndrome de Down e pessoas autistas. O foco é promover ações educativas voltadas ao combate ao capacitismo e à valorização da inclusão no ambiente escolar.
Objetivo é fortalecer a inclusão nas escolas públicas
Com a criação dos Centros de Formação, o MEC reforça uma linha de atuação voltada para ampliar a formação continuada e manter suporte constante às redes estaduais e municipais. Isso significa acompanhamento e orientações técnicas para ajudar na rotina pedagógica.
A expectativa é que, com mais preparação dos profissionais e com acesso a direcionamentos especializados, as escolas consigam fortalecer práticas inclusivas. Com isso, a política tenta melhorar as condições de aprendizagem para todos os estudantes.
A medida também aumenta a articulação entre universidades, institutos federais, estados e municípios para colocar em prática as políticas públicas voltadas à educação especial inclusiva.
Onde encontrar mais informações
Quem quiser ler o texto completo da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e entender como funciona a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva pode consultar o portal oficial do Ministério da Educação.
Página oficial da PNEEI:




